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Vernissage apresenta obras inéditas de Geraldo Jürgensen

 

 

A Fundação Jürgensen, em homenagem aos seus 21 anos, irá promover nesta sexta-feira, 28/10, exposição inédita com as obras do artista plástico Geraldo Mayer Jürgensen. O vernissage, coordenado pela presidente da instituição, Regina Lúcia Rasteiro de Souza, será realizado na Rua Frei Antônio de Pádua, 889, no Jd. Guanabara (sede da Fundação), a partir das 20h.

“A exposição permitirá ao visitante contemplar a trajetória da arte brasileira a partir da visão revolucionária de Geraldo Mayer Jürgensen, que teve início na década de 1940 e conclusão 1990. A galeria possui quase meio século de histórias contadas a partir dessas, referência não só em Campinas, mas também no cenário artístico-cultural brasileiro”, complementou a presidente.

Regina Lúcia Rasteiro de Souza explicou ainda que a exposição inédita conclui o projeto de restauração e de revisão do acervo cultural. “Com área de 450 m², o local retoma seu circuito expositivo com parte das 1,6 mil obras do artista, considerado um dos principais responsáveis pela formação do Grupo Vanguarda (1958), que reuniu diversos profissionais em Campinas”.

As obras que serão expostas ao público são resultado de um longo trabalho de pesquisa e de criação do artista plástico Geraldo Mayer Jürgensen. Muitas, de acordo com Regina Lúcia Rasteiro de Souza, resgatam parte da história do município e do cenário cultural brasileiro entre as décadas de 1940 e 1990. “Afinal, parte do acervo já serviu de base para estudos acadêmicos”, disse.

Muitas das obras do artista plástico que integram o acervo já foram expostas ao público no Salão de Belas Artes de Campinas e no Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, bem como no Salão do Jornal Folha de S. Paulo, onde recebeu prêmio; também foram apresentadas no Salão Paulista de Arte Moderna, Salão de Arte Contemporânea de Campinas e na X Bienal de São Paulo.

Banco de Imagens

 
SERVIÇO
Vernissage

Local: Teatro da Fundação Jürgensen
Rua Frei Antônio de Pádua, 889.
Jd. Guanabara - Campinas/SP
Data: 28 de Outubro.
Horário: 20h
Entrada Franca
Informações: 19.98219 2928


Sobre o Artista    
Geraldo Mayer Jürgensen (1927 – 1993, Campinas/SP) iniciou-se nas artes plásticas aos 19 anos de idade como aquarelista. Na época, participou do "IV Salão de Belas Artes de Campinas”, onde recebeu o “Prêmio Prefeitura Municipal”. Logo em seguida, muda-se para a capital fluminense para iniciar seus estudos acadêmicos na Faculdade Nacional de Arquitetura (Universidade do Brasil, Rio de Janeiro/RJ).

Neste período, uniu seu conhecimento adquirido em Campinas às propostas revolucionárias da arte moderna do Rio de Janeiro (influenciadas principalmente por artistas em formação e pensadores dos mais diversos segmentos culturais). Em 1956, realizou sua primeira exposição individual no Espaço Cultural da Faculdade de Arquitetura, instituição onde obteve seu diploma de arquiteto no ano seguinte.

De volta a Campinas, Geraldo Mayer Jürgensen retoma sua atividade artística, além de iniciar uma campanha inédita com os que também defendiam – e praticavam – a arte moderna para a realização do “I Salão de Arte Contemporânea de Campinas”. A experiência foi essencial para que pudesse integrar a formação inicial do Grupo Vanguarda, em 1958, que reuniu diversos artistas plásticos do município.

Neste período, intensificou sua produção artística, resultando na criação de obras que, traduzidas em números, somam-se a centenas de participações em salões oficiais, exposições (coletivas e individuais), premiações, trabalhos cenográficos e projetos arquitetônicos de monumentos que se valorizam não só pelo número de participações, mas pela importância dos eventos no cenário artístico.

Em 1962, Geraldo Mayer Jürgensen recebeu o “Prêmio Governador do Estado” por sua participação no “XI Salão Paulista de Arte Moderna”, com a escultura em tela de arame em formas vazadas. O prêmio foi mais um reconhecimento pelo talento do artista (aquarelista, hábil desenhista, pintor expressionista de traço solto e irretocável que dominou e inovou na técnica e no material da escultura modernista).

O artista participou do Salão de Belas Artes de Campinas (nas edições de 1946, 1957 e 1958) e do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953). Em 1959, foi convidado a expor suas obras no Salão do Jornal Folha de S. Paulo, onde recebeu o Prêmio Leiner. Além disso, teve trabalhos expostos no Salão Paulista de Arte Moderna (1962, 1966 e 1975), no Salão de Arte Contemporânea de Campinas (1966, 1967 e 1971) e na X Bienal de São Paulo (1968).

Seu temperamento inquieto foi fundamental para que pudesse explorar inúmeras atividades, como a arquitetura, a escultura com arames, sucatas de ferro, tapeçarias de retalhos de couro, joias em sucatas de ferro, cerâmica, objetos de acrílico e móbiles em aço inoxidável, bem como às relacionadas com a pintura a óleo, acrílico e aquarela. Por isso, Geraldo Mayer Jürgensen é considerado o mais eclético artista plástico do Grupo Vanguarda, um profissional que também se destacou por seu caráter crítico, questionador e de pesquisa artística.


 

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